A origem da agricultura biológica

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Sir Albert Howard ficou conhecido por ser o percursor do movimento da Agricultura Biológica após o lançamento, em 1940, do seu livro “An Agricultural Testament” que em português significa “Um Testamento Agrícola”.

Este livro consiste num apanhado de um trabalho de investigação que decorreu durante 25 anos na cidade de Indore na índia. A sua pesquisa consistiu em conciliar o conhecimento científico da época com técnicas utilizadas em tempos primórdios, tendo em conta a sua preocupação com o meio ambiente e com a forma mais adequada de cuidar do solo, das plantas e dos animais.

Nesta investigação menciona a importância do húmus como constituinte crucial do solo agrícola. O processo de compostagem de Indore, desenvolvido por si, encontra-se descrito neste livro, explicando o processo de compostagem ancestral com bases científicas.

Inspirado por Sir Albert Howard, Jerome Irving Rodale dedicou-se ao estudo e prática da Agricultura Biológica nos Estados Unidos da América, montando um projeto denominado Rodale Organic Gardening Experimental Farm em 1940.

Em 1942, Rodale publicou a revista Organic Farming and Gardening que, mais tarde, passou a denominar-se apenas Organic Gardening. Rodale defendia que para se obter alimentos saudáveis também o solo teria de estar saudável.

Mas foi uma senhora, Lady Eve Balfour, a primeira a comparar os métodos da agricultura convencional com os biológicos. Foi a fonte inspiradora, juntamento com as ideias de Sir Albert Howard, para a criação da “Soil Association – Associação do Solo”, em Inglaterra no ano de 1946. Defendia o retorno do húmus como fonte de fertilização dos solos.

Na década de 50, os princípios que sustentavam a Agricultura Biológica, começaram a ganhar fulgor entre os franceses, fundando a Associação da Natureza e Progresso. Apesar de em 1935, Mokichi Okada ter dado início ao Modo de Produção Biológico no Japão, apenas na década de 50 é que essa prática se enraizou com significância nesse país.

A partir da década de 60, as práticas biológicas foram-se incrementado a nível global devido a uma maior consciencialização ambiental. A “Soil Association” criou um logo e introduziu especificações legais e sistemas de controlo de qualidade.

Durante a década de 70, surgiram algumas organizações não-governamentais com grande peso na área da Agricultura Biológica, tais como a Federação Internacional dos Movimentos da Agricultura Biológica (IFOAM). Nesta mesma década, foi fundado, também, o maior instituto de investigação do mundo na área da Agricultura Biológica, o Instituto de Pesquisa de Agricultura Biológica (FIBL).

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) publicou uma série de recomendações sobre Agricultura Biológica (Report and Recommendations on Organic Farming). Estas recomendações foram tidas bastante em conta para a legislação, posteriormente elaborada, sobre Agricultura Biológica nos Estados Unidos.

Nas últimas décadas, a União Europeia tem vindo a regulamentar a produção biológica de maneira a uniformizar o seu procedimento em todos os Estados membros.

O IFOAM e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) lançaram as diretivas para a produção, processamento, rotulagem e marketing para alimentos produzidos biologicamente em 1999. Isto foi importante para a padronização de normas internacionais para Agricultura Biológica.

 

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