Missão

O projeto SimBIOse pretende divulgar e dar a conhecer projetos nacionais e internacionais no âmbito da alimentação sustentável, segura e saudável, a fim de educar e sensibilizar o consumidor geral da importância do seu comportamento alimentar na sua saúde e no ambiente que o rodeia.

Para o acesso à informação,  o projeto utiliza plataformas online (website e redes sociais) e pretende cooperar com várias entidades da área alimentar (sustentável, segura e saudável) para a divulgação de projetos e realização de eventos e, ao mesmo tempo pretende facilitar o networking interprojetos e entre projetos e público em geral.

Surge como uma forma de contributo para a concretização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, estabelecidos pelas Nações Unidas, a serem cumpridos até 2030. Esses objetivos encontram-se representados na figura abaixo:

Comunicação e Marketing

Ângela Ferreira

Olá! Sou a Ângela, apaixonada pela natureza e entusiasta da economia circular. Trabalho na área da comunicação e marketing há 7 anos, maioritariamente em empresas de soluções tecnológicas, mas foi em 2016, quando integrei a equipa da Fibrenamics Green da Universidade do Minho, que comecei a ter uma maior consciencialização do impacto negativo que nós – seres humanos – exercemos no planeta terra. Pela primeira vez, apercebi-me que estamos a destruir tudo, a uma velocidade tão rápida, que é difícil não ser pessimista em relação ao futuro desta nossa casa. Como acredito que devemos “ser a mudança que queremos ver no mundo”, comecei a alterar os meus hábitos e comportamentos. Passo a passo, dia após dia, esforço-me por reduzir a minha pegada ecológica e incentivo outras pessoas a também o fazerem. Quis o destino apresentar-me à Ariana, em 2014, quando ambas fomos voluntárias-gestoras do Refood Braga 100% – projeto de redução de desperdício alimentar nos meios urbanos-, que ajudámos a implementar em Braga (e no qual continuo a fazer serviço de voluntariado, uma vez por semana). Passados 5 anos, o tema que nos une é mais amplo, mas igualmente pertinente: a sustentabilidade alimentar em todas as suas vertentes.

Microbiologia Alimentar

Ariana Macieira

Olá! O meu nome é Ariana e sou fascinada pelo mundo agro-alimentar, desde miúda. O gosto por novos desafios levou-me para São Tomé e príncipe para trabalhar numa organização local que intervém em projetos na área agroalimentar e sustentável. Mais tarde, fui para Lisboa, onde prestei consultoria para produtores de cogumelos biológicos, e não só – fui também responsável pelas equipas de qualidade, investigação e desenvolvimento da empresa micológica Cogumelos de Portugal. Como tenho formação da área da Microbiologia Alimentar e trabalhei na mesma durante os últimos anos, na área da investigação, percebi melhor a necessidade e a importância em aliar novas formas de tecnologia sustentável e que permitam a deteção e redução de perigos alimentares dos alimentos (mais concretamente, perigos microbiológicos), de forma a reduzir o desperdício alimentar, desde a matéria-prima até à chegada dos alimentos ao consumidor final.

Design do Produto

João Rodrigo

Olá! O meu nome é João Rodrigo, nascido numa das mais belas cidades do mundo, Viana do Castelo. Sou licenciado em Design do Produto pelo Instituto politécnico de Viana do Castelo. Encontro-me a trabalhar na área do Design Gráfico e de Comunicação. O meu interesse pessoal por este projeto, vai de encontro às motivações que me levam a ter uma alimentação Vegan há mais de quatro anos. Os motivos que me levam ao projeto passam pela preocupação que tenho com o efeito das alterações climáticas no planeta, mas, sobretudo com o facto de um sistema alimentar insustentável contribuir para efeitos de condições de cultivo nefastas ao planeta, para o êxodo e migrações de pessoas, para o aumento da pobreza,… Logo, penso que é necessário repensar as nossas escolhas e consumos para que estes não afetem os demais.

Em que consiste uma alimentação sustentável?

Estima-se que em 2050, a população mundial rondará os 9 biliões de pessoas. Este crescimento demográfico, terá consequências sobre o planeta e os seus ecossistemas (Charles et al, 2014).

Para se entenderem as razões do  surgimento do projeto SimBIOse e quais os seu objetivos a longo e a curto prazo, é necessário que haja um entendimento mais específico sobre os principais conceitos, que estão na base do projeto. Assim sendo, de seguida , são apresentados esses mesmos conceitos.

Segundo a FAO/AGN, “ Segurança alimentar e nutricional existe quando todas as pessoas:

– possuem sempre acesso físico, social e económico a alimentos em quantidade e qualidade (variedade, diversidade, composição nutricional e segurança), de forma a garantirem as necessidades nutricionais e as preferências alimentares para uma vida ativa e saudável;

– um ambiente sanitário,

– cuidados de saúde adequados;

– educação;

– conseguem reduzir ou eliminar perdas e desperdícios durante a produção alimentar, processamento e consumo.” (Capone et al, 2014).

Os quatro pilares que fundamentam a segurança alimentar são (Capone et al, 2014):


Disponibilidade Alimentar

Quantidade suficiente de alimentos numa base consistente


Acessibilidade Alimentar

Garantir que existem suficientes recursos para se obter alimentos apropriados a dietas nutritivas.


Utilização Dos Alimentos

Uso apropriado dos alimentos, tendo em conta o conhecimento das suas propriedades nutritivas e de saúde.


Estabilidade

Em garantir a disponibilidade, acesso e utilização dos alimentos.

Os sistemas alimentares representam todos os processos relacionados com a alimentação das populações. Um sistema de produção opera e é influenciado pelo contexto social, político, económico e ambiental.

As atividades incluídas num sistema alimentar estão agrupadas em quatro grupos (Capone et al, 2014):

As dietas sustentáveis “são caracterizadas por possuírem um baixo impacto ambiental e contribuírem para a segurança alimentar e nutricional e para uma vida saudável das gerações presentes e futuras. Protegem e respeitam a biodiversidade dos ecossistemas, são culturalmente aceites, acessíveis e economicamente justas, nutricionalmente adequadas, seguras e saudáveis, otimizando recursos naturais e humanos, em simultâneo (Capone et al, 2014).

As mudanças nas dietas dos consumidores têm um impacto na saúde dos mesmos e no ambiente.

Existe uma discrepância gigante entre os extremos das dietas alimentares. A nível global, existem mais de um bilião de obesos e 815 milhões de pessoas mal nutridas (Bilali et al, 2018).

As mudanças nas dietas dos consumidores têm um impacto na saúde dos mesmos e no ambiente.

O desperdício/perdas alimentares opõe-se à fome.

O desperdício alimentar consiste no descarte de enormes quantidades de alimentos durante o seu processamento, transporte, nos locais de venda e pelos clientes finais. Se apenas ¼ da comida desperdiçada globalmente pudesse ser salva, seria o suficiente para alimentar 870 milhões de pessoas no mundo (Capone et al, 2014). Sendo assim, este é um dos principais efeitos da insustentabilidade alimentar que se reflecte nos sistemas alimentares da actualidade. Para além disso, o desperdício alimentar é uma das principais causas da existência de efeitos nefastos para o nosso planeta, incidindo, sobretudo, nas alterações climáticas (FAO, 2017).

Parfitt et al, 2010 afirmam que enquanto as perdas alimentares ocorrem quando há uma diminuição em alimentos comestíveis na parte da cadeia de fornecimento (produção, pós-colheita e processamento), o desperdício alimentar ocorre no final da cadeia de fornecimento (retalho e consumo).

Cerca de 30-50% dos alimentos produzidos, a nível global, não chegam ao consumidor final (Capone et al, 2014).

O desperdício alimentar/perdas alimentares estão relacionados com alimentos comestíveis para o consumo humano (Gustavsson et al, 2011).

O desperdício alimentar pode ser categorizado como evitável (quando os alimentos podiam ter sido consumidos, como restos, comida estragada ou fora da validade) ou não evitável (consiste em partes dos alimentos que não podem ser consumidos, como ossos, conchas, etc.) (Gustavsson et al, 2011).

Quando, todos os anos, quase 1 bilião de pessoas morre de fome no mundo, cerca de 1/3 da comida é desperdiçada, a nível mundial (Capone et al, 2014).

Após a apresentação de vários conceitos importantes, é possível definir que a sustentabilidade na área alimentar (Capone et al, 2014):

– consiste no desenho de um sistema alimentar que leva à segurança alimentar;

– faz um ótimo uso de recursos humanos e naturais (equilíbrio entre a procura e a oferta);

– respeita a biodiversidade e os ecossistemas para as futuras gerações;

– é culturalmente aceite e acessível;

– amiga do ambiente;

– economicamente justa e viável;

– permite que o consumidor tenha acesso a alimentos nutritivos, adequados, seguros, saudáveis e em conta.

Referências bibliográficas:

Charles, H. Godfray, J. Garnett. Food security and sustainable intensification. (2014). Philosophical Transactions of the Royal Society. London. UK. 369:369:20120273.

Capone, R. Bilali, H.E. Debs, P. Cardone, G. Driouech, N. Food system sustainability and food security: Connecting the dots. (2014). Journal of Food Security. Bari. Italy. 2(1):13-22.

Bilali, H.E. Callenius, C. Strassner, C. Probst, L. (2018). Food and nutrition security and sustainability transitions in food systems. (2018). Food and Energy Security. Viena. Áustria. 1-20.

FAO. The future of food and agriculture – Trends and challenges. (2017). Food and Agriculture Organization of the United Nations. Rome. Italy. ISBN 978-92-5-109551-5.

Parfitt, J. Barthel, M. Macnaughton, S. Food waste within food supply chains: quantification and potential for change to 2050. (2010). Philosophical Transactions of the Royal Society. 365.3065-3081.

Gustavsson, J. Cederberg, C. Sonesson, U. van Otterdijk, R. Meybeck, A. Global food losses and food waste: extent, causes and prevention. (2011). Food and Agriculture Organization of the United Nations. Rome. Italy. ISBN 978-92-5-109551-5.

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